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NO SEMÁFARO, EU MENDIGO
(Elias Leite)
Tive terras, tive amores,
tive sonhos, tive cores.
Dei gritos, pulei cordas,
subi árvores, senti dores.
Menino traquino, peralta e franzino,
corre praças,
faz graça.
ri das desgraças
e um dia perde uma perna.
Tombo grande daquele cavalo,
no âmago o grande abalo.
Distância da escola.
distância do “pique- esconde”,
distância dos colegas e da bola.
Destino diferente do nobre
ali ao lado do semáforo aquele pobre,
pedindo com sua mão estendida,
no coto da perna destra
uma grande ferida
que não sara e marca a sua vida.
Milhares de carros passam…
“Não me veem
porque não estou nos livros de História
nem na televisão,
são indiferentes.
mas tenho história”.
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